Categorias
Aviação

Sobre missões jesuíticas?

Eu sei o que são missões jesuíticas, não quero definições, só quero os nomes de algumas e os locais das mesmas. Muito obrigada ♥

5 respostas em “Sobre missões jesuíticas?”

Eram em 34 Espalhadas pela Argentina, Paraguai e Brasil.

– 11 no Paraguai, nas Seguintes Cidades :

Belém, São Estanislau e São Joaquim, Santa Maria da Fé, Santa Rosa, San Ignácio Guazu, Santiago, São Cosme, Jesus, Trinidad e Encarnación ou Itapua.

– 16 na Argentina, nas seguintes cidades:
Corpus, San Ignácio Mini, Loreto, Sant’Ana, Candelária, São Carlos, São José, Apóstoles, Concepción, Assunción, Santa Maria, San Javier, Mártires, São Tomé, La Cruz e Yapeyú.

– 07 no Brasil, no Rio Grande do Sul.
As sete que se encontravam no Brasil estão no Rio Grande do Sul e se chamavam :

São Francisco de Borja, São Luiz Gonzaga, São Nicolau, São Miguel, São João Baptista, São Lourenço Mártir e Santo Ângelo Custódio.

Estão localizadas nas seguintes cidades:
São Nicolau, São Luiz Gonzaga, São Lourenço, São Borja, São Miguel, São João e Santo Ângelo.

As missões jesuíticas na América, também chamadas de reduções, foram os aldeamentos indígenas organizados e administrados pelos padres jesuítas no Novo Mundo, como parte de sua obra de cunho civilizador e evangelizador. O objetivo principal das missões jesuíticas foi o de criar uma sociedade com os benefícios e qualidades da sociedade cristã européia, mas isenta dos seus vícios e maldades. Essas missões foram fundadas pelos jesuítas em toda a América colonial, e segundo Manuel Marzal, sintetizando a visão de outros estudiosos, constituem uma das mais notáveis utopias da história.[1]

Para conseguirem seu objetivo os jesuítas desenvolveram técnicas de contato e atração dos índios e logo aprenderam suas línguas, e a partir disso os reuniram em povoados que por vezes abrigaram milhares de indivíduos. Eram em larga medida auto-suficientes, dispunham de uma completa infraestrutura administrativa, econômica e cultural que funcionava num regime comunitário, onde os nativos foram educados na fé cristã e ensinados a criar arte às vezes com elevado grau de sofisticação, mas sempre em moldes europeus. Depois de um início assistemático marcado por tentativas frustradas, em meados do século XVII o modelo missioneiro já estava bem consolidado e disseminado por quase toda a América, mas teve de continuar enfrentando a oposição de setores da Igreja Católica que não concordavam com seus métodos, do restante da população colonizadora, para quem os índios não valiam a pena o esforço de cristianizá-los, e os bandos de caçadores de escravos, que aprisionavam os índios para submetê-los ao trabalho forçado na economia colonial exploradora e destruíram diversos povoados, causando muitas mortes. Mesmo com vários problemas a vencer as missões como um todo prosperaram a ponto de em meados do século XVIII os jesuítas se tornarem suspeitos de tentar criar um império independente, o que foi um dos argumentos usados na intensa campanha difamatória que sofreram na América e na Europa e que acabou por resultar na sua expulsão das colônias a partir de 1759 e na dissolução da sua Ordem em 1773. Com isso o sistema missioneiro entrou em colapso, causando a dispersão dos povos indígenas reduzidos.[1][2]

O sistema missioneiro buscou introduzir o Cristianismo e um modo de vida europeizado, integrando, porém, vários dos valores culturais dos próprios índios, e estava baseado no respeito à sua pessoa e às suas tradições grupais, até onde estas não entrassem em conflito direto com os conceitos básicos na nova fé e da justiça. O mérito e a extensão do sucesso dessa tentativa têm sido objeto de muito debate entre os historiadores, mas o fato é que foi de importância central para a primeira organização do território e para o lançamento das fundações da sociedade americana como hoje ela é conhecida. Vários monumentos missioneiros são hoje Patrimônio Mundial

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *