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O que os cavalos comem?

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5 respostas em “O que os cavalos comem?”

Os alimentos que nutrem o cavalo estão classificados nas seguintes categorias: cereais, forragem natural, raízes e tubérculos, e forragem artificial.

No que se refere aos cereais, empregam-se a aveia, a cevada, o centeio, o trigo e o milho. Quanto às leguminosas, as favas também podem ser usadas.

A aveia constitui o melhor alimento do cavalo. Fornece-lhe músculos e energia sem excesso de gordura, exerce uma ação eficaz sobre o aparelho digestivo e é muito apreciada pelo animal. A aveia de boa qualidade tem grãos grandes e casca fina, é firme, seca e sem cheiro. A polpa deve ser branca e não apresentar nenhuma irregularidade. A aveia mofada — como todo alimento nessas condições — é muito nociva e provoca cólicas estomacais e intestinais.

A cevada é dura e indigesta. Deve ser preparada previamente. Triture e deixe na água durante 24 horas ou cozinhando-a.

O centeio é de digestão difícil e tem a propriedade de “crescer” muito quando umedecido, o que pode provocar cólicas. Deve ser triturado ou posto de molho durante 24 horas.

O trigo, embora difícil de digerir, é um bom substituto da aveia.

O milho fornece excelente alimentação, mas só deve ser dado depois de moído com palha e sabugo.

As favas constituem um bom alimento, mas só devem ser dadas depois de trituradas ou maceradas.

O farelo de trigo é de digestão fácil, e assim sendo pode ser dado frequentemente, juntamente com aveia moída e palha picada, acrescentando-se um pouco de sal nos casos de animais que sofram do estômago ou dos intestinos. Todavia, o farelo produz mais gordura do que músculos.

Como forragem empregam-se o feno, a palha, o capim e, em caso de necessidade, folhas de árvore.

O feno é constituído pela desidratação de capim seco proveniente de pastagens naturais ou artificiais, de gramíneas e leguminosas.

O feno natural é composto de gramíneas (de hastes altas, cilíndricas e nodosas), que tenham sido ceifadas em campos de boa qualidade, não muito úmidos e na estação apropriada, e depois secas ao sol e imediatamente armazenadas no celeiro. O feno desse tipo tem uma cor verde uniforme e definida, e um aroma agradável. O feno fresco, que não perdeu ainda toda a sua água (ceifado menos de 2 ou 3 meses antes), pode causar graves enfermidades.

A forragem artificial (trevo, alfafa, sanfeno, etc.) é um excelente alimento, mas deve ser ceifado e armazenado nas mesmas condições do feno natural. Sua cor é mais escura e sua conservação exige mais cuidado, pois ele perde grande parte do seu valor nutritivo quando caem suas folhas e flores. Torna-se também rapidamente quebradiço e apanha mofo com facilidade.

No que se refere às palhas, distinguem-se as dos cereais e as das plantas dos brejos.

Têm um valor nutritivo bem diminuto (cerca de um quarto do valor do feno) e não servem senão como volumoso. O cavalo, na falta do que fazer costuma comer a palha que forra o seu leito. A palha dos cereais deve ser fornecida ao animal picada e misturada com outros alimentos. A da aveia presta-se particularmente para esse fim.

O capim constitui o alimento mais antigo e mais natural do cavalo. É necessário aos potros, para que o seu crescimento se faça corretamente. Contudo, representa também um alimento precioso e rico em vitaminas para os cavalos mais idosos, doentes ou convalescentes de moléstias do estômago, dos intestinos e dos pulmões. Pode ser dado ao animal em feixes, quando não for possível mandá-lo para o pasto.

Todavia, o valor nutritivo do capim, que contém muita água, é relativamente fraco, sendo preciso dar ao animal, em peso, oito a dez vezes mais do que o feno. Por essa razão o capim fresco deve ser considerado apenas como um reforço alimentar para os cavalos que trabalham. Não obstante, convém dar-lhes sempre uma pequena porção desse alimento, devido à sua ação refrescante sobre o aparelho digestivo.

O capim novo e tenro é fácil de digerir e age como um laxativo. Em oposição, o capim velho e duro costuma causar prisão de ventre. Quando o cavalo come capim cortado que já começou a fermentar e a desprender calor, corre o risco de ser acometido de perigosos meteorismos.

As folhas de árvores e arbustos podem, na falta de outra coisa, servir de alimentos para os cavalos. É mais aconselhável empregá-las quando estão secas do que quando verdes. As mais usadas são as de amora, algoroba. As agulhas de pinheiro são muito resinosas, convém recolher as folhas no verão e deixá-las secar bem à sombra, não ao sol. Quando mofadas, elas se tornam muito perigosas.

Entre as raízes, tubérculos, etc., que servem de alimento ao cavalo, podemos enumerar os nabos, rabanetes, cenouras, beterrabas, batatas, etc.

Os nabos, os rabanetes e principalmente as cenouras constituem um excelente complemento alimentar, especialmente no inverno, e têm efeitos análogos aos do capim verde. Pode-se dar ao cavalo 8 quilos de nabos por dia, picados em pedaços não muito pequenos.

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