Categorias
Aves e Pássaros

Como se adestravam antigamente pombos correios?

Há alguma diferença entre o adestramento antigo e atual?

3 respostas em “Como se adestravam antigamente pombos correios?”

não há diferença

Na verdade simplesmente é utilizado um instinto natural do pombo , que é o de retornar à sua casa.

antigamente ele era muito utilizado em guerras. os soldados os levavam para o campo de batalha, e quando precisavam mandar alguma informação à sua terra eles acoplavam a carta em sua pata, soltava se o pombo e ele retornava ao seu criadouro.

Explicado?

POMBO-CORREIO – Resistente e confiável

Embora o pombo-correio atual seja originário da Bélgica, existiram na antiguidade outros tipos provenientes de outras regiões. Sua seleção efetuou-se, segundo dados históricos, desde tempos remotos, e os autores antigos relatam que egípcios, gregos e romanos os empregaram para transmitir mensagens militares. Segundo algumas fontes, foi no cerco de Módena por Marco Antônio, em 42 a.C., que essas aves exerceram, pela primeira vez, um papel tático.

Os pombos-correio são pouco conhecidos e por isso é raro alguém considerá-los como animais de estimação. Porém, eles são muito mansos e se afeiçoam facilmente aos donos, subindo em suas mãos, em seus ombros, ou arrulhando tranqüilamente ao seu redor, numa demonstração inequívoca de docilidade e confiança. Sua característica de sair voando quando soltos, para depois retornar ao seu viveiro, dá a esse tipo de criação um toque muito especial, principalmente para quem tendo aves em cativeiro, gostaria de vê-las em liberdade, mas desfrutando ao mesmo tempo de seu convívio. Você abre a porta do viveiro, o pombo sai voando, você o chama de volta e ele atende. Isso acontece naturalmente, sem necessidade de qualquer tipo de treinamento. O pombo-correio sempre retorna ao local onde nasceu, mesmo tendo sido levado do ninho quando ainda recém-saído do ovo, não sendo preciso que seu dono assobie ou apite para trazê-lo de volta. Entretanto, atender a chamados é uma habilidade aprendida pelas aves por condicionamento, como no caso dos alimentos, por exemplo, quando em apenas três dias elas fixam na memória que o som de determinado assobio está associado á comida.

Por serem muito resistentes os pombos-correio podem voar distâncias de até 800 quilômetros por dia, e em decorrência dessa capacidade, associada à confiabilidade de seus vôos, eles são usados até hoje na execução de certas atividades específicas. Na França e Inglaterra eles são criados em laboratórios de análises clínicas e depois levados a hospitais onde aguardam missões de emergência, tais como o transporte de sangue e hemoglobina em cápsulas presas nos pés ou em bolsas amarradas no ventre, pois representam alternativas mais rápidas e econômicas para esses exames urgentes. Os Estados Unidos os usam para achar náufragos, aproveitando a sua visão de 360°: as aves ficam em uma caixa transparente colocada em posição estratégica dentro de um helicóptero, e como percebem com facilidade quando há alguém perdido no mar, sinalizam batendo com o bico num pino, atitude também aprendida por condicionamento.

Um pombo-correio britânico que se enganou voando da França à Inglaterra, e acabou em Nova York (EUA), chegou de volta à sua casa com a ajuda da British Airways. Billy (esse é o nome da ave) participou da competição de pombos-correio entre Calais, no norte da França, e Liverpool, no nordeste da Inglaterra. Ninguém sabe dizer por que ele se equivocou, tomou outra direção e viajou cerca de 4.800 quilômetros até pousar em uma loja nova-iorquina, onde o proprietário o descobriu completamente exausto. Depois de alimentá-lo, viu que tinha um anel na pata e descobriu a sua procedência. Para que Billy não precisasse fazer uma cansativa viagem de regresso, a companhia aérea aceitou levá-lo gratuitamente à sua terra de origem, e sobre o fato, um porta-voz da companhia aérea limitou-se a dizer que “nosso passageiro teve uma viagem agradável e sem tropeços”.

Para seleção dessas aves são consideradas algumas características especiais, entre elas o sentido de orientação; a robustez física; a vivacidade; a velocidade (chegam a percorrer 700 a 1.000 km/dia, a mais de 90 km/hora); as penas abundantes e brilhantes; o pescoço fortemente implantado e muito erguido; grande resistência à fadiga; e peso médio entre 425 e 525 gramas, para os machos, e cerca de 480 gramas, para as fêmeas. Sua aprendizagem começa a partir do nascimento, e tem como principal objetivo a ligação ao pombal, para que, quando solto, retorne a ele com rapidez e segurança. Essa capacidade de orientação e regresso manifesta-se – tanto nos machos como nas fêmeas – através de um treino cuidadoso, e embora o seu funcionamento seja ainda pouco conhecido pelos cientistas, é atribuída por eles à conjugação de fatores como a posição do sol, o campo magnético terrestre, o olfato e a memória espacial

Columbofilia é o nome dado à arte de criar e adestrar pombos, especialmente pombos-correio, existindo no Brasil diversas entidades que congregam esses criadores. A Federação Columbófila Internacional, sediada em Bruxelas, aglutina cerca de 60 países de todos os continentes.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *