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como as ampulárias procriam?

queria saber quanto tempo demora… e quantos nascem….

Uma resposta em “como as ampulárias procriam?”

A ampulária é um gastrópode, molusco de uma só concha, que possui algumas particularidades. Aqui ficam as principais:
São dióicas: ou seja, possuem os sexos separados, por isso é errado falar que uma ampulária é hermafrodita. Se você ouvir isso de um vendedor ou aquarista não se deixe enganar, existe o macho e a fêmea e esta pode guardar o esperma do macho por um bom tempo – o que explica o fato de se possuir apenas uma no aquário e mesmo assim ela desovar. Os machos possuem uma estrutura chamada de complexo peniano que fica do lado direito do corpo, logo acima da cabeça, esta estrutura é melhor visualizada durante a cópula do casal.
Possuem um sifão respiratório: por viverem em locais de baixa oxigenação na natureza, as ampulárias podem respirar pelo pulmão e pelas brânquias, seu manto desenvolveu uma dobra que forma este sifão quando a ampulária precisa respirar pelo pulmão enquanto ainda está dentro da água. Ele fica localizado no lado esquerdo do corpo delas, logo acima da cabeça.
Desovam fora da água: as ampulárias, ao contrário da maioria dos outros caramujos que mantemos em aquário, desovam fora da água. Elas depositam os ovos individualmente em uma superfície seca, costuma ser no vidro do aquário, quando mantidas em cativeiro, eles são aderentes e se fixam uns aos outros lembrando a estrutura de uma pequena colméia.
Elas devem ser mantidas em águas um pouco mais duras por causa de suas conchas, temperatura entre 24 e 28ºC, sendo 26ºC o mais indicado já que temperaturas muito altas encurtam seu período de vida. A faixa de pH em que elas vivem é ampla, indo de 6.5 a até 8.8, mas ficam melhores em água neutras ou alcalinas (por causa da dureza que nelas é geralmente maior).
São animais onívoros, ou seja, comem de tudo, então devem ser oferecidos os mais variados alimentos que vão desde rações específicas para animais de fundo, outras à base de spirulina, vegetais como cenoura, batata, pepino, até as mais ricas em cálcio como o gammarus. Por possuírem uma rádula que auxilia na retirada do alimento são ótimas algueiras.
Voltando à reprodução, que é o foco do artigo, depois de fecundada, a fêmea sai da água para desovar. Se nesta hora ela não encontrar espaço seco o suficiente para caber o ninho ela irá sair do aquário à procura de um local ideal, por isso, em aquários com ampulárias deve-se deixar pelo menos 5cm de espaço entre a coluna d’ água e a tampa. Ao desovar, os ovinhos possuem uma cor bem clara, mas em questão de horas já escurecem um pouco mais se tornando rosados. A desova costuma ocorrer durante a noite na maioria das vezes.
Os filhotes demoram de 2 a 4 semanas para saírem do ninho, este período é bastante influenciado pela temperatura, em hipótese alguma o ninho deve ser molhado, isso mataria os filhotinhos. Conforme o tempo vai passando e o momento da eclosão dos ovos vai se aproximando, o ninho vai tomando uma aparência esbranquiçada, como se estivesse ficando ressecado.
Se o ninho foi colocado em um vidro que não há nenhum tipo de fundo atrás (papel contact, vinil, fundo falso), você poderá reparar que os filhotinhos vão ficando cada vez mais evidentes quando o ninho é visto por trás.
Quando a hora chega o ninho pode se desfazer por completo ou apenas apresentar buracos por onde os filhotes irão sair.
Eles nascem miniaturas dos pais e é comum nascerem mais de 200 ampularinhas por vez. Na primeira ninhada aqui nasceram 280. Na segunda um pouco menos e nas outras nem contei mais… Nascem minúsculas, mas crescem rapidamente. No começo se alimentam principalmente de algas, com o tempo vão se alimentando das mesmas comidas que os pais.
Quando atingem um tamanho de pelo menos 2,5 cm de concha já estão aptas a reproduzir. É importante lembrar que não se deve manter ampulárias, ainda mais filhotinhos, em aquários com peixes que sabidamente predam caramujos ou são muito agressivos, na lista de companheiros incompatíveis entram: ciclídeos africanos, ciclídeos de porte médio – grande (oscar por exemplo), ciclídeos anões em época de reprodução, bótias, mocinhas (Characidium sp.), lábeos, barbos, baiacus, paraíso (Macropodus opercularis), etc.

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